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Doenças respiratórias não covid matam 36 pessoas por dia em Portugal

A 14ª edição do relatório 2020 divulgado pelo Observatório Nacional das Doenças Respiratórias (ONDR), juntou especialistas da área da saúde respiratória em Portugal, lembrando que as doenças respiratórias continuam a ser “uma das principais causas de morbilidade e mortalidade”, não só em Portugal como também a nível mundial, fazendo também referência ao peso da pandemia covid-19.

Segundo o relatório, as doenças respiratórias não covid-19 mataram 36 pessoas por dia em Portugal em 2019, com a pneumonia a ser a principal responsável, com 16 óbitos diários, seguida do cancro do pulmão e DPOC, com 12 e 8 óbitos diários, respetivamente. Destaque ainda para o aumento do número de utentes nos Cuidados de Saúde Primários com problemas ativos de asma e DPOC, que aumentou cerca de 182% e 152% respetivamente, sendo ainda amplamente enfatizada a “íntima relação entre DPOC e tabagismo”, com mais de 17% da população com mais de 15 anos a apresentar hábitos tabágicos em 2019.

Relativamente ao impacto da covid-19 nas doenças respiratórias, “veio mostrar-nos a importância de um planeamento a longo prazo, um conhecimento das forças e vulnerabilidades dos sistemas de saúde e a necessidade de nos organizarmos de forma a podermos dar resposta às novas ameaças sem descurar as já conhecidas", refere a pneumologista Raquel Duarte.

José Alves, pneumologista e presidente da Fundação Portuguesa do Pulmão, explica que se observou durante os meses de pandemia analisados (março a maio de 2020) “menos internamentos por doenças do aparelho respiratório do que o previsto anteriormente, com uma redução média nacional de 50%”. “Os ambulatórios tiveram uma redução de 84%. A justificação para esta diminuição não é conhecida, sendo que poderá estar relacionada com um melhor atendimento, a diminuição da poluição sentida e a melhoria da autogestão de doenças crónicas proporcionada por um receio de contrair a covid-19”, afirma.

Clique aqui para aceder ao ONDR 2020.
 

 Fonte: Agência Lusa e Fundação Portuguesa do Pulmão